
TIEMPO II
No pases tiempo como un huracán maldito
agrisando mis dóciles cabellos,
ajando mi piel bendita,
quitando fuerza al lapacho florecido...
¡Detente tiempo ! con tu crueldad inmutable
Déjame lucir mis retoños...
permite bañarme junto al perfumado limonero
y hundir mis manos en la arena de la vida.
¡ no pases tiempo ! como amo enfurecido...
desbastando mis campos virginales,
ni quites mis ideas mas carnales,
ni mis sueños mas utopicos...
Déjame tiempo florecer nuevamente,
crecer junto a los sauces del río...
corretear el vuelo de mariposas dormidas...,
aferrarme a una simple estrella dorada.
¡ No pases tiempo ! como Atila por mi vida
destruyendo mis verdes brotes juveniles...
no desdibujes mi imagen sagrada,
ni corrompas mis ideas mas felices...
ni tornes mi andar en fragilidad inexplicable,
no conviertas mis ritmos en torpeza
¡ Déjame tiempo ! sentir el sol en mis pupilas,
ser una nota musical escondida en partitura...
quiero beber aun agua clara de sus ojos dormidos...
deja que ame con la fuerza y energía de amante.
¡ Detente tiempo ! reloj de vida...
calma tu ímpetu aberrante,
respeta el templo sagrado que me cobija ...
clava tus agujas donde la nada existe.
Quiero envejecer sin tiranía ,
sin limites ni tiempo ,
pisar tierra mojada ...
morder verdes hojas endulzadas...
bañarme en lluvia plateada...
andar por los caminos erguido,
beber el vino en los toneles...
cantarle al mar cubriendo su rugido...
sentir la falta de aire cuando me miran
asombrados ojos enamorados ...
tener ideas mas claras que el día...
Si así no es ¡ tiempo !
entonces ... ¡ llévame !...
¡ no quiero envejecer contigo !
Marcelo Romano
15-10-06

português: Rosenna
TEMPO II
Não passes tempo como um furacão maldito
agrisalhando meus dóceis cabelos,
murchando minha pele abençoada,
tirando força ao lapacho* florescido...
Detenha-se tempo! com tua crueldade imutável
Deixa-me luzir meus brotos...
permite banhar-me junto ao perfumado limoeiro
e fundir minhas mãos na areia da vida.
não passes tempo! como amo enfurecido...
desbastando meus campos virginais,
nem tires minhas idéias mais carnais,
nem meus sonhos mais utópicos...
Deixa-me tempo florescer novamente,
crescer junto aos salgueiros do rio...
correndo o vôo de borboletas dormidas...
aferrar-me a uma simples estrela dourada.
Não passes tempo! como Atila por minha vida
destruindo meus verdes brotos juvenis...
não esmaeças minha imagem sagrada,
nem corrompas minhas idéias mais felizes...
nem tornes meu andar em fragilidade inexplicável,
não convertas meus ritmos em torpor
Deixa-me tempo! sentir o sol em minhas pupilas,
ser uma nota musical escondida em partitura...
quero beber ainda água clara de seus olhos dormidos...
deixa que ame com a força e energía de amante.
Detenha-se tempo! relógio de vida...
calma teu ímpeto aberrante,
respeita o templo sagrado que me abriga...
crava tuas agulhas onde o nada existe.
Quero envelhecer sem tirania,
sem limites nem tempo,
pisar terra molhada ...
morder verdes folhas adoçadas...
banhar-me em chuva prateada...
andar pelos caminhos erguido,
beber o vinho nos toneis...
cantar-lhe ao mar cobrindo seu rugido...
sentir a falta de ar quando me olham
assombrados olhos apaixonados ...
ter idéias mais claras que o dia...
Sim assim não é tempo!
então ... leva-me!...
não quero envelhecer contigo!
*lapacho= árvore autóctone do norte da Argentina
Marcelo Romano
15-10-06
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