Poesía...

 

 
¡¡Poesía, esa locura...!!
 
Marcelo Romano, Luiz Poeta, Fernando Peixoto y Sylvia Cohin
unieron inspiración y lirismo en la composición de este trabajo,
en la apertura de Poesía On Line - 2005!!
Y con emoción entregamos a la Poesía nuestros versos
rindiéndole un buen homenaje  ¡¡como a todos los poetas!!
Sea este año de gran realización literaria y que en esta casa
donde el culto es poético y la Poesía una Diosa,
reine la Locura Poética entre sus súbditos!
Cariñosamente, los Autores
11.03.2005

Español  & Portugués  : Rosenna


 

Mi Loca Poesía ...
 
Vibrando en voces, oliendo a tinta fresca
poesía recorres ardiente y sutil...
transitas por mis venas  como en un torrente,
mezcla de sangre y letras surges
te presentas desafiante en la autocrítica
amante en la pasión de enamorados,
 
Sinfonía en duetos febriles...
hierves en mi piel sangrando
mis poros de dolor por  mi entrega...
¡ ay loca poesía !
me desnudas ante el mundo,
mis sentimientos avergonzados ...
rubor inesperado ...sudor y temblor ...
Placer al perder parte de piel
en  la poesía...
¡ siento que estoy vivo !
enamorado de la vida,
siguiendo carnal mariposa,
profundos diálogos marinos ...
escuchando el sonido del silencio ,
el sol cegando mis ojos ...
reflejado en ojos brujos,
nace mi poesía como ritual  mágico .
 
Encuentro inesperado con mi locura ...
me transportas por caminos sin fin ...
amante, amigo , utópico, soñador...
voy siguiendo impulsos ,
movido  por el flujo de tinta,
y sangre que alimenta mi cuerpo
 esta locura maravillosa ...
de nacer y morir en letras
placer que pocos conocen...
¡ loca poesía feliz 
al sentirte en mis adentros!
 
 
Marcelo Romano
Salta -Argentina
 
 
En la piel  de la  poesía  
 
Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros
 
 
Poema hecho especialmente para mis hermanos poetas
MARCELO ROMANO, FERNANDO PEIXOTO y SILVIA COHIN
 
Cuando el poema se adorna
De esa locura sublime
De cualquer verso que rime
Con la emoción más perfecta...
 
Cuando el silencio se acomoda
En la soledad más completa
Y el corazón de un poeta
En esa locura se acuesta...
 
Ah... cuando el amor se deleita
En la piel de la poesía
Y se suelta la fantasía 
En la  poesía deshecha...
 
Ahí comienza la cosecha
Del sueño más envolvente
Por que el amor  que se siente 
Ningun corazón rechaza.
 
Luiz Poeta
- Luiz Gilberto de Barros -
A las 23 h y 5 min del día 28 de febrero de 2005 
 Rio de Janeiro - Brasil


 

La Muerte del poeta
 

Se distribuyen  los guardias, las milícias
y vibran  las sirenas estridentes.
Por las calles olfatean perros de polícia:
buscan el  Poeta entre las gentes.
Todos saben que él es un subversivo
temido, peligroso registrado
que afirma el derecho de estar vivo
y de andar vertical por todos lado.
 
Buscan en las noticias de los diarios
la cara del Poeta fugitivo
intentando descubrir algunas señales
que lo tornen, desde luego, conocido.
 
En la radio, en la TV, noticiarios
ya  lanzaron apelos punzantes
pidiendo que se eviten riesgos varios
de infección  con versos delirantes.
 
La ciudad agitada, en el pavor
de envolverse en tal epidémia,
no dejaba que alguien hiciera el amor
porque el Amor, a veces, contagia...
 
Dejaron  las personas de sonreir,
a los jovenes se prohibió enamorar,
los músicos dejaron de oirse,
los pájaros pararon de cantar.
 
Se impidió a la luz de la luna aparecer
para no alimentar el romanticismo.
Prohibió al Hombre y a la Mujer
la mínima actitud de erotismo.
 
Se decretó que el día fuera gris,
fue  impuesto el silencio por decreto,
se irguió a la Tristeza un monumento,
se abolió la Ternura y el Afecto.
 
El Poeta, acusado de locura,
en la soledad más densa se escondía
rehen de si mismo y de la amargura
que la Verdad en los otros producia.
Apareció entonces a la luz del día
con el rostro teñido de ternura.
Dos tiros acertaron en su pecho
matando la locura en pleno día.
Más tarde se descubrió lo hecho:
¡Murieron el Poeta... y la Poesía! 
 

FERNANDO PEIXOTO
Vila Nova de Gaia -
Portugal
 



Soy la Poesía
Sylvia Cohin

Soy deleite sutíl, yo soy mezcla
de emociones que en rimas se suceden.
Vistiendo en la palabra la forma pura,
dibujo el cálido perfil del edén...
Soy vanidosa, ardiente, hechicera,
de los poetas soy magia y seducción,
con mil voces soy divina cantora
que confunde el latir del corazón.

Soy la eterna musa apasionada
galopando en versos, atrevida,
partiendo por ahí en desfile
en la grupa de los misterios de esta vida!
Soy profunda, mi buceo es abismal
en el punto extremo donde se acaba la luz.
Soy coraje que se reza en el misal,
soy todo aquello que al sentir seduce...

Palabra recta que nunca se perturba,
soy inefable aún cuando instigo.
Yo soy de la desesperación la morfina
Y soy de los descalabros el castigo.
Fuente del instinto y de la locura,
de tan osada me quieren por el márgen
por la incomodidad que causa esta bravura.

Poco me importa si me cierran puertas
mi canto mágico abre los corazones
rompe sentimientos y compuertas,
y el tono libera a las emociones!
Soy de los amantes el suave grillete,
y a la Ternura visto de magia.
Muerto el poeta, rasgado el poema,
¡la Vida aún en versos yo ceñía!
¡No se extingue la vida de la Poesia!

Sylvia Cohin
10.03.2005
Bahia - Brasil


 

Portugués

Poesia, essa loucura...!!
 
Marcelo Romano, Luiz Poeta, Fernando Peixoto e Sylvia Cohin
uniram inspiração e lirismo na composição deste trabalho,
na abertura do Poesia On Line - 2005!!
É com emoção que entregamos à Poesia nossos versos
rendendo-lhe uma homenagem bem como a todos os poetas!!
Seja este ano de grande realização literária e que nesta casa
onde o culto é poético e a Poesia uma Deusa,
reine a Loucura Poética entre seus súditos!
Carinhosamente, os Autores
11.03.2005

 

Minha louca poesia...
 
Vibrando em vozes , cheirando a tinta fresca
poesia percorres ardente e sutil...
transitas por minhas veias como numa torrente,
mistura de sangue e letras surges
te apresentas desafiante na autocrítica
amante na paixão de apaixonados
 
sinfonia en duetos febris...
ferves em minha  pele sangrando
meus poros de dor por minha entrega...
ai louca poesia!
despes-me ante o mundo,
meus sentimentos envergonhados...
rubor inesperado...suor e tremor...
Prazer ao perder parte da pele
na poesia...
sinto que estou vivo!
apaixonado da vida,
seguindo carnal mariposa,
profundos diálogos marinhos...
escutando o som do silêncio,
o sol cegando  meus olhos...
refletido em olhos bruxos,
 
encontro inesperado com minha loucura...
 me transportas-me por caminhos sem fim...
amante, amigo, utópico, sonhador...
vou seguindo impulsos,
movido pelo fluxo de tinta,
e sangue que alimenta meu corpo
esta loucura maravilhosa...
de nascer e morrer em letras
prazer que poucos conhecem...
louca poesia feliz 
ao sentir-te nos meus adentros.
 
 
Marcelo Romano
Salta -Argentina
 
Na pele da poesia
Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros
 
Poema feito especialmente para os meus irmãos poetas
MARCELO ROMANO, FERNANDO PEIXOTO E
SILVIA COHIN
 
Quando o poema se enfeita
Dessa loucura sublime
De qualquer verso que rime
Com a emoção mais perfeita...
 
Quando o silêncio se ajeita
Na solidão mais completa
E o coração de um poeta
Nessa loucura se deita...
 
Ah... quando o amor se deleita
Na pele da poesia
E solta-se a fantasia
Na  poesia desfeita...
 
Aí começa a colheita
Do sonho  mais envolvente
Porque o amor  que se sente 
Nenhum coração rejeita.
 
Luiz Poeta
- Luiz Gilberto de Barros
 
Às 23 h e 5 min do dia 28 de fevereiro de 2005 do Rio de Janeiro - Brasil
 
 
A morte do poeta
 
 
Espalham-se os guardas, as milícias
e vibram as sirenes estridentes.
Pelas ruas farejam cães-polícias:
procuram o Poeta entre as gentes.
Todos sabem que ele é um subversivo
temido, perigoso cadastrado
que afirma o direito de estar vivo
e de andar vertical por todo o lado.
 
Procuram nas notícias dos jornais
a cara do Poeta fugitivo
tentando descobrir alguns sinais
que o tornem, desde logo, conhecido.
 
Na rádio, na TV, noticiários
já lançaram apelos lancinantes
pedindo que se evitem riscos vários
de infecção com versos delirantes.
 
A cidade agitada, no pavor
de se envolver em tal epidemia,
não deixava que alguém fizesse amor
porque o Amor, às vezes, contagia...
 
Deixaram as pessoas de sorrir,
aos jovens proibiu-se namorar,
os músicos deixaram de se ouvir,
os pássaros pararam de cantar.
 
Impediu-se o luar de aparecer
p'ra não alimentar o romantismo.
Proibiu-se ao Homem e à Mulher
a mínima atitude de erotismo.
 
Decretou-se que o Dia era cinzento,
foi imposto o silêncio por decreto,
ergueu-se à Tristeza um monumento,
aboliu-se a Ternura e o Afecto.
 
O Poeta, acusado de loucura,
na solidão mais densa se escondia
refém de si mesmo e da amargura
que a Verdade nos outros produzia.
Apareceu então à luz do dia
com o rosto tingido de ternura.
Dois tiros acertaram no seu peito
matando a loucura em pleno dia.
Mais tarde descobriu-se o que foi feito:
Morreram o Poeta... e a Poesia!  
 
FERNANDO PEIXOTO
Vila Nova de Gaia - Portugal
 

Sou a Poesia
Sylvia Cohin

Sou deleite sutil, eu sou mistura
de emoções que em rimas se sucedem.
Vestindo na palavra a forma pura,
desenho o cálido perfil do éden...
Sou vaidosa, ardente, feiticeira,
dos poetas sou magia e sedução,
com mil vozes sou divina cantadeira
que confunde o pulsar do coração.

Sou a eterna musa apaixonada
galopando em versos, atrevida,
partindo por aí em desfilada
na garupa dos mistérios desta vida!
Sou profunda, meu mergulho é abissal
no ponto extremo onde se acaba a luz.
Sou a coragem que se reza no missal,
sou tudo aquilo que o sentir seduz...

Palavra reta que nunca se amofina,
sou inefável mesmo quando instigo.
Eu sou dos desesperos a morfina
E sou dos descalabros o castigo.
Fonte do instinto e da loucura,
de tão afoita me querem por à margem
pelo incômodo que causa esta bravura
de vencer a censura com coragem!

Pouco me importa se me fecham portas
meu canto mágico abre os corações
rompe sentimentos e comportas,
e o tônus libera às emoções!
Sou dos amantes a suave algema,
e a Ternura visto de magia.
Morto o poeta, rasgado o poema,
a Vida ainda em versos eu cingia!
Não se extingue a vida da Poesia!

Sylvia Cohin
10.03.2005
Bahia - Brasil
 








 



    


    
    
  
   





 

 

A  poesia Nº 2



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