Fernando Peixoto

¡ BIENVENIDO !

A

LOCURA POETICA

Es un lujo contar con tu persona y participación en Poetas Amigos,

esta es tu casa en Argentina que hoy te recibe con gran alegria,

 es un privilegio recibir tus letras magnificas y

brillantes  en mi web , obrigado Maestro!

Marcelo Romano

Extracto Biográfico en español :


Fernando Peixoto nació en 1947, es profesor e historiador y reside en Vila Nova de Gaia, útero de Portugal.
Comenzó a escribir en la adolescencia, cosas para el Diário de Lisboa y República.
Segun él: "escribo teatro, ficción, ensayo, poesía, historia (institucional y politica, minorias religiosas y teatro); puesta en escena, siempre que puedo; la escritura es mi respiración."
Licenciado en Historia, Maestro en Historia Moderna y doctorando en Historia Contemporanea por la Faculdad de Letras de la Universidad de Porto, integra en aquella Faculdad o GEHVID-Gabinete de Estudios de Historia de la Vitivinicultura Duriense. Es Regente Asociado de la Escuela Superior Artística de Porto (ESAP) donde
lecciona Historia del Teatro en el Curso Superior de Teatro.
Historiador e investigador, se dedicó aunque al teatro como escenógrafo y dramaturgo.
Más allá de algunos libros publicados, su obra en los dominios de la Historia, del Ensayo y de la Literatura  está aún dispersa por e-books y revistas científicas nacionales y extranjeras.


Extracto Biográfico en Portugués

Nasceu em 1947, é professor e historiador e reside em Vila Nova de Gaia, útero de Portugal. Começou a escrever na adolescência, coisas para o Diário de Lisboa e República. Segundo ele: "escrevo teatro, ficção, ensaio, poesia, história (institucional e política, minorias religiosas e teatro); encenador sempre que posso; a escrita é minha respiração."

Licenciado em História, Mestre em História Moderna e doutorando em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, integra naquela Faculdade o GEHVID-Gabinete de Estudos de História da Vitivinicultura Duriense. É Regente Associado da Escola Superior Artística do Porto (ESAP) onde lecciona História do Teatro no Curso Superior de Teatro.

Historiador e investigador, tem-se dedicado ainda ao teatro como encenador e dramaturgo.Além de alguns livros publicados, a sua obra nos domínios da História, do Ensaio e da Literatura está ainda dispersa por e-books e revistas científicas nacionais e estrangeiras.

EBOOKS:

2004   - Teatro e Arquitectura Teatral na Grécia - http://www.portalcen.org/bv/fernando/fernando.htm

          - A Imagem da Mulher na Música Portuguesa - http://www.portalcen.org/bv/fernando/fernando.htm

          - Vinho do Porto – Um Néctar dos Deuses - http://www.portalcen.org/bv/fernando/fernando.htm

 

Publicações

          1980 - O Leão e o Grilo  - teatro para a infância

          1984 - A Linguagem do Silêncio - novela

          1985 - A dramaturgia no teatro de amadores - ensaio

          1986 - As Fracturas do Quartzo ( co-autoria) - poesia

          1988 - Auto das Barcas de Abril - teatro ( Prémio «Original Português»)

Representação em Antologias

          - Memória de Um Rio - poesia (A.E.G.)

          - Ilha dos Amores - poesia (A.J.H.L.P.)

          - Mea Villa - ensaio (B.P.M.V.N.G.)

          - Antologia Poética - poesia (A.E.G.)

 

NO PRELO encontram-se duas obras para publicação:

Breve História do Teatro Europeu. UNICEPE-Cooperativa Livreira e ESAP

História do Teatro no Mundo. Volume da Enciclopédia Didacta. Lisboa: FGP Editores.






Poesias en Portugués y Español

N U D E Z
É o poema

A palavra escorrendo
Com percursos estranhos
As nervuras do papel e
O poeta despindo-se
Umas vezes lento
Outras vezes rápido mas
Encobrindo sempre a pudicícia dos sonhos
Sob a neblina diáfana da metáfora
Mascarada de geométricas formas
Entre a esfera e o plano
Entre a ternura e o grito
Entre o labirinto e a certeza




D Á D I V A


Não me peçam palavras melífluas
quando apenas a sonora gargalhada
me irrompe do peito como pedra lascada
nem sorrisinhos de catálogo de moda
quando o mijar numa esquina da cidade
é um acto poético e cheira a vida
não me peçam gestos simétricos e convencionais
quando um cosmopolítico manguito
abarca toda a náusea
de Bordalo a Pasolini
Não me peçam nunca aquilo que vós quereis
porque eu dou apenas aquilo que possuo
e que é esta raiva enorme de cuspir
esta feroz vontade de gritar
e o sexo amplo enorme e predisposto
a fertilizar o amor em todas as esquinas
peçam-me a mim
nada mais
e dar-vos-ei tudo o que possuo
o suor o sangue o sexo
EU
e comigo dar-vos-ei o homem primitivo
o que recusa a civilização do marketing
o que caga nas gravatas dos public-relations
mas que aposta no futuro único do
CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS
Sim peçam-me a mim
Tomai e comei

ESTE É O MEU CORPO



F U T U R O

É ver para além de ti
mais longe que a estrela Vega
é entrevistar Moloise
no século XXIII num apeadeiro
algures no buraco negro
da constelação de Ptolomeu
o dormir com Helena
num cavalo de quartzo
sobre os prados roxos
de Titan
é descobrir um pesadelo
kitsch a que chamam Cristo
e saber que não há mais águias
devorando fígados prometaicos

26 de Janeiro de 2286



PASSEANDO NO LITORAL DO ESPANTO


Colher a sensação das arestas redondas
das areias escaldantes das minhas dúvidas
respirar a maresia das ideias
que transpira na crista das ondas
das minhas incertezas súbitas
enormes rumorosas e cheias

Provar os sabores salgados
da espuma na minha mão
junto à proa do navio
e respirar os ventos desgarrados
que se espraiam na rebentação
e sentir na pele um arrepio

Impelido por ventos de desnorte
sentir na carne o desconforto
de ter um mundo imenso à minha frente
e um silvo de silêncio como a morte
a lembrar-me que está longe o porto
no oposto preciso do nascente

Penetrar no horizonte distante
nessa linha que me afasta de ti
e perceber a impotência dos braços
que me sustêm na orla hesitante
que ainda me retêm aqui
incapaz de quebrar meus próprios laços

desafiar Neptuno o deus gigante
que roça os rochedos agressivos
impelido por Zéfiro implacável
e pressentir naquele mesmo instante
que há medos de tal forma possessivos
que a vontade se torna vulnerável

Deitar-me no areal já ressequido
e queimar-me no sol do meio-dia
sonhando que é possível decifrar
o doce labirinto entretecido
nas curvas do teu corpo a melodia
que nunca me canso de escutar

e ver a tua imagem reflectida
em múltiplas vagas de frescura
que se estendem na areia do estuário
só que tu estás sempre de partida
e eu fico roendo esta amargura
de estar cada vez mais solitário

Talvez sejas somente uma quimera
um sonho uma ilusão uma utopia
ou quem sabe a minha barca de Caronte
Navegando ao longe à minha espera
te encontrarei por certo qualquer dia
banhada pelo sol no horizonte

Dia a dia porém eu continuo
sempre vinculado à mesma esperança
de escutar nas ondas o teu canto
e por isso prossigo e acentuo
meus pés sobre a areia numa dança
passeando no litoral do espanto


Fernando Peixoto
Vila Nova de Gaia - Portugal





Español: Rosenna

 


DESNUDEZ

Es el poema
La palabra escurriendo
Con recursos extraños
Los nervios del papel y
El poeta desnudándose
Unas veces lento
Otras veces más rápido
Encubriendo siempre la pudícia de los sueños
Bajo la neblina diáfana de la metáfora
Mascarada de geométricas formas
Entre la esfera y el plano
Entre la ternura y el grito
Entre el laberinto y la certeza.






D Á D I V A

No me pidan palabras melosas
cuando apenas la sonora carcajada
me irrumpe del pecho como piedra astillada
ni sonrisitas de catálogo de moda
cuando el mear en una esquina de la ciudad
es un acto poético y huele a vida
no me pidan gestos simétricos y convencionales
cuando un cosmo político en un corte de manga
abarca toda la nausea
de Bordalo a Pasolini
No me pidan nunca aquello que vosotros quereis
por qué yo doy apenas aquello que poseo
y que es esta rábia enorme de escupir
esta feroz voluntad de gritar
y el sexo amplio enorme y predispuesto
para fertilizar el amor en todas las esquinas
pidanme a mi
nada más
y os daré todo lo que poseo
el sudor la sangre el sexo
YO
y conmigo os daré el hombre primitivo
lo que rechaza la civilización del marketing
lo que caga en las corbatas de los public-relations
pero que apuesta en el futuro único del
CRECED Y MULTIPLICAOS
si pidanme a mi
Tomaré y comeré
ESTE ES MI CUERPO




F U T U R O

Es ver más allá de ti
más lejos que la estrella Vega
es entrevistar Moloise
en el siglo XXIII en un apeadero
en algun lugar en el ahujero negro
de la constelación de Ptolomeo
o dormir con Helena
en un caballo de cuarzo
sobre los prados rojos
de Titan
y descubrir una pesadilla
"kitsch" a que llaman Cristo
y saber que no hay más águilas
deborando higados prometeicos

26 de enero de 2286





PASEANDO EN EL LITORAL DEL ESPANTO

Recoger la sensación de las aristas redondas
de las arenas escaldantes de las dudas
respirar el salitre de las ideas
que traspira en la cresta de las olas
de las incertidumbres súbitas
enormes rumorosas y llenas

Probar los sabores salados
de la espuma en mi mano
junto a la proa del navio
y respirar los vientos desganados
que revientan esplayándose
y sentir en la piel un estremecimiento

Empujado por vientos sin rumbo
sentir en la carne el desconsuelo
de tener un mundo inmenso al frente
y un silbido de silencio como la muerte
a acordarme que está lejos el puerto
en el opuesto preciso del naciente

Penetrar en el horizonte distante
en esa linea que me aparta de ti
y percibir la impotencia de los brazos
que me sostienen en la orilla vacilante
que aún me retienen aquí
incapaz de quebrar mis propios lazos

Desafiar Neptuno el Dios gigante
que roza los peñazcos agresivos
empujado por Zéfiro implacable
y presentir en aquel mismo instante
que hay miedos de tal forma posesivos
que la voluntad se torna vulnerable

Acostarme en el arenal ya reseco
y quemarme en la sal del medio día
soñando que es posible descifrar
el dulce laberino entretejido
en las curvas de tu cuerpo la melodía
que nunca me canso de escuchar

Y ver tu imagen reflejada
en múltiples espacios de frescura
que se extienden en la arena del estuario
sólo que tu estás siempre de partida
y yo quedo roendo esta amargura
de estar cada vez más solitario

Tal vez seas solamente una quimera
un sueño una ilusión una utopía
o quien sabe mi barca de Caronte
navegando a lo largo de mi espera
te encontraré por cierto cualquier día
bañada por el sol en el horizonte

Diariamente no obstante yo continuo
siempre vinculado a la misma esperanza
de escuchar en las olas de tu canto
y por eso prosigo y acentúo
mis pies sobre la arena en una danza
paseando en el litoral del espanto


Fernando Peixoto
Vila Nova de Gaia - Portugal