Venus Con Espejo - Tiziano.


LOCURA POETICA, recibe con gran agrado a la poeta Argentina

ELISABET CINCOTTA

deseando que los lectores disfruten de su poesía.

¡ Bienvenida !

muchas gracias 

Marcelo Romano





Y DESPUÉS 
Elisabet Cincotta


y después el cielo se tiño de gris 
borrasca de ilusiones 
se obnubiló desde las profundidades 
de lo incierto 
mano invocante del suplicio 
-placer esquivo- 

y después se abandonó 
-fauces de lo ignoto - 
temor irreconocible a la remembranza 
ahuyentó fantasmas del presente 
se erigió lumbre del sendero 
lamió sus propias heridas 
invocó la suprema tibieza 
de un lecho vacío 
sin hallar la paz se aferró a la muerte 



DÓNDE 

dónde está la calma 
voz que susurra palabras 
incoherentes 
tan certeras 
manos que ocultan 
la brisa del llanto 

dónde está la noche 
luciérnaga del tiempo 
vibración de cuerpos 
placeres/cantos 
intrépidas mañanas 
caminar perdidos 
entre emociones 

dónde estás que no te encuentro 


QUIEN ERES

Quién eres que puedes romper mi calma,
vertebrar mis moléculas,
rehacer mis cantos.
Quién eres si apenas me penetras de lejos
enciendes mi cuerpo 
con la pardura de tus ojos.
Quién eres tañido de estrellas
voluptuoso manto, 
encegueces mis noches
sólo mirando.
Quién eres si sientes que mi amor
y mis pecados van contigo de la mano...
No importa quién seas...
Hombre vente a mi lado.




INEXISTENTE 

cobijado por el vino 
permanece oculto 
entre vientos 
cruel la lluvia que se avecina 
despegará las paredes de su hogar 
sin misericordia 

ojos perdidos en un horizonte 
inexistente 
declama versos de algún poeta herido 
se duerme entre lágrimas 
en el rojo-tinto 
olvida-penas 
y en el sopor sueña 
que su casa tiene techo 
de tejas. 



TANGO AZUL

De las orillas sucias del Riachuelo, 
que estremeces la noche con tu llanto. 
Tango, cielo, cielo y tango, 
azul en tu nostalgia y tu recuerdo, 
tango mío 
candente en tu cintura y en mi cuerpo. 
Tango, Buenos Aires.... 
amor, pasión, ternura y canto... 
cuerpos que vibran furiosamente 
para descansar en el compás de tu abrazo. 


Elisabet Cincotta 
Argentina
http://ar.geocities.com/retazosuno/POESIAS2004/
http://ar.geocities.com/retazosdos/poemasmayo-agosto2006/index.htm





Português:Rosenna


E DEPOIS
Elisabet Cincotta


E depois o céu tingiu-se de cinza 
borrasca de ilusões 
obnubilou-se desde as profundezas 
do incerto 
mão invocante do suplício 
-prazer esquivo- 

e depois abandonou-se 
-fauces do ignoto - 
temor irreconhecível à remembrança 
afugentou fantasmas do presente 
erigiu-se lume do sendeiro 
lambeu suas próprias feridas 
invocou a suprema tibieza 
dum leito vazio 
sem achar a paz aferrou-se à morte 


ONDE 

Onde está a calma 
voz que sussurra palavras 
incoerentes 
tão certeiras 
mãos que ocultam 
a brisa do pranto 

Onde está a noite 
vaga-lume do tempo 
vibração de corpos 
praceres/cantos 
corajosas manhãs 
caminhar perdidos 
entre emoções 

ónde estás que não te encontro 




QUEM ÉS

Quem és que podes romper minha calma,
vertebrar minhas moléculas,
refazer meus cantos.
Quem és se apenas me penetras de longe
acendes meu corpo 
com o pardacento dos teus olhos.
Quem és tangido de estrelas
voluptuoso manto, 
encegueces minhas noites
só olhando.
Quem és se sentes que meu amor 
e meus pecados vão contigo da mão...
Não importa quem sejas...
Homem vem ao meu lado.



INEXISTENTE 

Abrigado pelo vinho 
permanece oculto 
entre ventos 
cruel a chuva que avizinha-se 
despegará as paredes de seu lar 
sem misericórdia 

olhos perdidos num horizonte 
inexistente 
declama versos de algum poeta ferido 
dorme-se entre lágrimas 
no vermelho tinto 
esquece penas 
e no sopor sonha 
que sua casa tem teto 
de telhas. 



TANGO AZUL

Das orlas sujas do Riachuelo*, 
que estremeces a noite com teu pranto. 
Tango, céu, céu e tango, 
azul na tua nostalgia e tua lembrança, 
tango meu 
candente em tua cintura e no meu corpo. 
Tango, Buenos Aires... 
amor, paixão, ternura e canto... 
corpos que vibram furiosamente 
para descansar no compasso de teu abraço. 

* Riachuelo, rio que forma o limite natural da Cidade Autônoma de Buenos Aires ao sul. 


Elisabet Cincotta 
Buenos Aires-Argentina
http://ar.geocities.com/retazosuno/POESIAS2004/
http://ar.geocities.com/retazosdos/poemasmayo-agosto2006/index.htm