Paiva

 


Locura Poética , recibe al poeta Portugués

 LUIS PAIVA ADAES
deseando que disfruten de sus creaciones , compartiendo

sus sentimientos transformados en hermosa poesia .

¡ BIENVENIDO !

Muchas gracias

Marcelo Romano




Biografia
Sou Português, advogado, casado com uma gaúcha, e feliz.
Escrevo por prazer e nada mais.
Publicar ou não nunca foi um grande objectivo apesar das insistências da  minha esposa para procurar uma editora.
Tenho poesias datadas de 1974, e publicações também de outros textos fora
da area poetica mas sim filosófica, já publicados (www.florijane.com/luis_paiva_adaes.html ).
Sou católico e budista, as duas coisas combinam na perfeição.
Sou amigo do meu amigo, silencio-me perante o meu inimigo.
Tento ser correcto o que me tem dado o prazer de fazer amizades na Internet.
Não admito intolerâncias mas sou intolerante comigo mesmo.
Defeitos? Muitos......





UM GRITO NA IMAGINAÇÃO

Sim, eu sei,
Como é fácil imaginar
O vôo da águia no alto do Picachu
E partir
Como é doce
Sentir a maresia do Mar do Norte
Escutar o sussurro das ondas
E navegar
Ouvir o velho do Everest
O batimento das asas do colibri
E sorrir
Olhar fixando a semente
Imaginando o fruto silvestre
Do meu querer.

Sim, eu sei tudo isso,
Ou talvez mais.
Sei que imaginar
Dá vida
Sonhar
Dá alento
Rir
É um presente
Deleitado com prazer.

Mas, nas entrelinhas da imaginação,
Reside a crueldade da dor,
Realidade do pedinte de rua,
Daquela criança, tão bela,
Feliz com um naco de pão,
Imaginando ser um doce.
Da pobre mãe, viúva da riqueza,
Do Zé Ninguém, nado no trabalho,
Morto no quotidiano,
Na bola de farrapos
Jogada na copa da imaginação.

Não,
Não quero mais esta imaginação,
Recuso o sonho,
Necessito gritar
- “Imaginem mas façam”
Não deixem a imaginação morrer
Na hipocrisia do silêncio
Não deixem que o bicho da seda vá
Sem nascer a borboleta
Não deixem que a imaginação
Se cale






ORÁCULO


Dizes que estás a morrer
Quantas vezes porque te assola o medo
Sentes o arrepio da morte
Desfaleces na descrença e na dúvida
Seja pela solidão ou mal trato
Seja pela podridão confusa
Que te consome
Que te cerca.
Mas estás viva
Estás numa confusão saudosa
De uma terra e entes queridos.
Estressada pelo efeito translativo
Que transcende, quantas vezes,
O raciocínio
A tua lógica.
Medita,
Pensa nos carinhos de espíritos passados
Sente o vento frio saudável
Sente a mensagem da Mãe Terra,
O murmurar da água
E vê.
Sente os nossos irmãos da montanha
O abraço amigo do mar e do deserto
Sente as vozes das aves
Os incessantes conselhos das flores campestres,
A força corpulenta da floresta






DELÍRIOS FEITOS DE PÓ.....

O suor consumia-o,
Jazigo perene feito leito
Que criara,
Tormentos, tremores, alucinações,
Medos do imaginário,
Fuga incandescente no fumo,
Dores esgares de lamentos.

E nos sóbrios intervalos,
Pergunta como e o porquê,
Querendo dizer não
Logo se agarrando na agulha
Da coragem e do poder
Cobardia das intenções.

Nos delírios verdejantes,
Agora amarelados,
Incinerou família, filhos que fugiram,
A riqueza feita em pó,
Manifesto na face mirrada
Do medo de si....

Fuga no desespero
No abismo ali tão perto
Erva semeada
Na primavera da adolescência
Invernos de ilusões,
Manifestos de nomes variáveis,
Modismos de gente famosa,
Imitações bastardas
De seqüelas sempre iguais.

Só tu és a cura,
Sabendo o que és
Podes salvar
Só tu podes sair
Mesmo que fora de moda,
E semeares um campo de tulipas
E não de folhas feitas estrelas,
Amantes do teu destino
Papoilas nascidas
Em campas rasas.

Luis Paiva Adães
adaes.luis@sapo.pt
29/11/04
 



CANTEM POETAS

Que cantam os poetas?
Elegias perdidas num mar de sonho
Tormentas, tempestades
Em verso branco
De Marte e Apolo acompanhantes.

Que cantam os poetas?
Nobres cultos da saudade
Do futuro no presente
Em rimas brandas dedilhadas
A Vênus e Cupido
Sonetos não compreendidos.

Que cantam os poetas?
Criticas ruins do eu subjetivo
Crianças irrequietas
No jardim infância das letras
Baco, Ninfas
Tágides Camonianas afogadas
No acre líquido do esquecimento.

Que sonham os poetas?
Ventos que mudam,
Querer que se afirma
Na vontade,
A voz de um povo
Em dar vivas a Minerva.

Que dizem os poetas?
Reino da ignorância sapiente
A interrogação constante
A duvida tenaz
A força de dizer...NÃO.

Cantai poetas
Odes, bucólicas cantigas
De mim para mim
Para vós.

Cantai poetas
Nesta esfera celeste
Os frutos proibidos.

Gritai poetas
Aos quatro ventos possantes
Aos sete mares restantes
Ás correntes etnias perseguidas
O Viva á liberdade.

Dizei poetas
Em meiga voz
A verdade ás estrelas
A nossa paixão
A vã cobiça
Denunciai em altos brados.

Sonhai poetas
No leito doce da inspiração
As flores corpóreas do nosso viver
A Vontade viva
Para vencer.

Cantai poetas
Pela tinta que esvaís
A torrente, riacho das vossas lágrimas
Caprichos do pensamento.

Gritai Poetas
Dizei Poetas
Cantai Poetas
...QUE AMAIS

Luís Paiva Adães







CONVERSANDO COM MEU FILHO......

Quanto tempo ainda para esperar?
Poucos meses, mas a ânsia
comprime meu coração
Desespera cada célula
Repelindo a inspiração,
No desenhos que faço do teu sorriso,
A cor de teus olhos ou forma de rosto,
Discutindo-se nomes.
Mas falo contigo,
Bem baixinho para não perturbar teu sono,
E sinto tua mão enrolando meu dedo
Enquanto quase calado escuto:
“Pai, estou aqui, confortado
no ventre da mãe adorada....
Logo estarei achegando
E poderás pegar em mim
E mostrar-me ao Sol, sê paciente...”
E rezo por ti, falo-te de coisas lindas,
Do que faremos, do gatinhar atrás de ti
Pondo a casa em reboliço
A desordem ordenada por tua mãe,
Quase em desespero.
E imagino outras viagens,
Mesmo sem saber ainda teu nome
Mas que interessa isso...
Filho é filho
É sangue do nosso sangue
Amor do nosso amor
Fé do nosso querer
Oração feita Vida.
Até lá
Continuarei a falar-te,
E quando sentires a luz
Reconhecerás a minha voz
De um pai louco de vaidade
Que apenas pode dizer-te
Com todo o carinho
-Estou á tua espera
Até logo.......


Luis Paiva Adães
Portugal
22/01/05
adães.luis@sapo.pt





Español: Rosenna


Biografía
Soy Portugués, abogado, casado con una "gaúcha", y feliz.
Escribo por placer y nada más.
Publicar o no nunca fue un gran objetivo a pesar de las insistencias de mi esposa para buscar una editora.
Tengo poesias con fecha de 1974, y publicaciones también de otros textos fuera
del área poética pero sí filosófica, ya publicados (www.florijane.com/luis_paiva_adaes.html ).
Soy católico y budista, las dos cosas combinan a la perfección.
Soy amigo de mi amigo y me silencio delante de mi enemigo.
Intento ser correcto lo que me ha dado el placer de hacer amistades en Internet.
No admito la intolerancia pero soy intolerante conmigo mismo.
¿Defectos? Muchos......



UN GRITO EN LA IMAGINACION

Sí, yo sé,
Como es fácil imaginar
El vuelo del águila en lo alto do del Picachu
Y partir
Como el dulce
Sentir de la marea del Mar del Norte
Escuchar el susurro de las olas
Y navegar
Oír el viejo del Everest
El aleteo de las alas del colibrí
Y sonreir
Mirar fijando la simiente
Imaginando el fruto silvestre
De mi querer.

Sí, yo sé todo eso,
O tal vez más.
Sé que imaginar
Dá la vida
Soñar
Dá aliento
Reir
Es un presente
Deleitado con placer.

Pero, en las estrellitas de la imaginación,
Reside la crueldad del dolor,
Realidad del pidiente de la calle,
De aquél niño, tan bello,
Feliz con un pedazo de pan,
Imaginando ser un dulce.
De la pobre madre, viuda de la riqueza,
Del ser Nadie, nado en el trabajo,
Muerto en lo cotidiano,
En la pelota de trapos
Jugada en la copa de la imaginación.

No,
No quiero más esta imaginación,
Rechazo el sueño,
Necesito gritar
“Imaginen pero hagan”
No dejen la imaginación morir
En la hipocresia del silencio
No dejen que el gusano de seda se vaya
Sin nacer la mariposa
No dejen que la imaginación
Se calle






ORÁCULO


Dices que estas por morir
Cuantas veces porque te asola el miedo
Sientes el estremecimiento de la muerte
Desfalleces en la descreencia y en la duda
Sea por la soledad o mal trato
Sea por la pudrición confusa
Que te consume
Que te cerca.
Pero estás viva
Estás en una confusión de añoranza
De una tierra y entes queridos.
Estresada por el efecto translativo
Que transciende, cuantas veces,
El raciocínio
Tu lógica.
Medita,
Piensa en los cariños de espíritus pasados
Siente el viento frío saludable
Siente el mensaje de la Madre Tierra,
El murmurar del agua
Y, vé.
Siente nuestros hermanos de la montaña
El abrazo amigo del mar y de nuestro desierto
Siente las voces de las aves
Los incesantes consejos de las flores campestres,
La fuerza corpulenta de la floresta






DELIRIOS HECHOS DE POLVO.....

El sudor lo consumia,
Sepultura perenne hecha lecho
Que creará,
Tormentos, temblores, alucinaciones,
Miedos del imaginario,
Fuga incandescente en el humo,
Dolores mueca de lamentos.

Y en los sóbrios intervalos,
Pregunta como es y porqué,
Queriendo decir no
Luego agarrándose en la aguja
Del coraje y del poder
Cobardía de las intenciones.

En los delirios verdosos,
Ahora amarillados,
Incineró familia, hujos que huyeron,
La riqueza hecha en polvo,
Manifiesto en la faz reseca
Del miedo de sí...

Fuga en la deseperación
En el abismo alli tan cerca
Hierba sembrada
En la primavera de la adolescencia
Inviernos de ilusiones,
Manifiestos de nombres variables,
Modismos de gente famosa,
Imitaciones bastardas
De sequelas siempre iguales.

Sólo tú eres la cura,
Sabiendo lo que eres
Puedes salvar
Sólo tú puedes salír
Aun que fuera de moda,
Y siembres un campo de tulipanes
Y no de hojas hechas estrella,
Amantes de tu destino
Plantas nacidas
En tumbas rasas.



CANTEN POETAS

¿Que cantan los poetas?
Elegías perdidas en un mar de sueño
Tormentas, tempestades
En verso blanco
De Marte y Apolo acompañantes.

¿Que cantan los poetas?
Nobles cultos de la añoranza
Del futuro en el presente
En rimas blandas tocadas
Venus y Cupido
Sonetos no comprendidos.

Que cantan los poetas?
Criticas malas del yo subjetivo
Niños traviesos
En el jardín infancia de las letras
Baco, Ninfas
Tágides Camonianas ahogadas
En el acre líquido del olvido.

¿Que sueñan los poetas?
Vientos que cambian,
Querer que se afirma
En la voluntad,
La voz de un pueblo
En dar vivas a Minerva.

¿Que dicen los poetas?
Reino de la ignorancia sapiente
La interrogación constante
La duda tenaz
La fuerza de decir...NO.

Cantad poetas
Odas, bucólicos canticos
De mi para mi
Para vosotros.

Cantad poetas
En esta esfera celeste
Los frutos prohibidos.

Gritad poetas
A los cuatro vientos vigorosos
A los siete mares restantes
A las corrientes etnias perseguidas
El Viva la liberdad.

Decid poetas
En suave voz
La verdad a las estrellas
La pasión nuestra
La vana codicia
Denunciad en altos gritos.

Soñad poetas
En el lecho dulce de la inspiración
Las flores corpóreas de nuestro vivir
La Voluntad viva
Para vencer.

Cantad poetas
Por la tinta que evaporais
El torrente, riacho de vuestras lágrimas
Caprichos del pensamiento.

Gritad Poetas
Decid Poetas
Cantad Poetas
....QUE AMAIS






CONVERSANDO CON MI HIJO......

¿Cuanto tiempo aún para esperar?
Pocos meses, pero el ansia
comprime mi corazón
Desespera cada célula
Repeliendo la inspiración,
En los dibujos que hago de tu sonrisa,
El color de tus ojos o forma de rostro,
Discutiéndose nombres.
Pero hablo contigo,
Bien bajito para no perturbar tu sueño,
Y siento tu mano enrrollando mi dedo
cuando casi callado escucho:
“Padre, estoy aqui, confortado
en el vientre de mi madre adorada....
Luego estaré llegando
Y podras tomarme
Y mostrarme al Sol, se paciente...”
Y rezo por ti, te hablo de cosas lindas,
De lo que haremos, de gatear atrás de ti
Poniendo la casa en confusión
El desorden ordenado por tu madre,
Casi en desesperación.
E imagino otros viajes,
Aún sin saber aun tu nombre
Pero que interesa eso...
Hijo es hijo
Es sangre de nuestra sangre
Amor de nuestro amor
Fe de nuestro querer
Oración hecha Vida.
Hasta allá
Continuaré hablándote,
Y cuando sientas la luz
Reconocerás mi voz
De un padre loco de vanidad
Que sólo puede decirte
Con todo el cariño
- Estoy en tu espera
Hasta inmediatamente.......

Luis Paiva Adães
Portugal
22/01/05
adães.luis@sapo.pt

 






 



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September 24, 2003

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