BANZO
@ Texto de Laura Limeira
Recordo de ti
E ouço a tua voz de mel
A me recitar poesias,
A cantarolar suaves melodias,
E a me chamar...meu anjo!
Vislumbro a tua imagem meiga
A me olhar com desejo
E a me cuidar com teu zêlo.
Ah! Os teus olhos, de olhar tão penetrante.
E essa tua voz tão doce.
Tuas mãos delicadas, marcantes,
Que me empurram para a multidão dos mundos.
Te busco como uma náufraga,
Mas já não estás entre os demais...
Tudo agora é tão igual...
Não me emociono mais.
Ninguém tem voz sonora.
Ninguém recita poesias.
Nem cantarola uma melodia.
Que saudades de ti que eu sinto
quando escuto...
Eu te amo, minha paixão!
Grito que ecoa nas minhas lembranças.
Aumentando cada vez mais esse meu "banzo"...
Ah, que tristeza tão grande, essa minha!
Recife, 11.04.2002 - 04:27H
LauraLimeira@aol.com

MARCADA
@ Texto de Laura Limeira
Quanto mais ficas silente
Nesse amor de múltiplos gestos,
Mais e mais fico escrava.
Na ausência das palavras e
Na falta do prometer tantas coisas,
É que mais e mais fico marcada.
Tatuada do tempo, a pele...
À cada marca faz-me reconhecer em ti.
O homem que eu mais quero!
Recife, 13.04.2002 - 04:58H
LauraLimeira@aol.com

VIDA PASSADA
@ Texto de Laura Limeira
Diante de mim, observo essa anteface.
No espelho, um reflexo de ânsia,
Antecede diante do meu olhar, pasmo,
O outro lado de mim...
Uma mulher de outra dimensão.
Assim fui, em outra encarnação...
Alegre, intrépida, valente!
Olho para essa mulher hoje,
E peço-lhe respostas para esse meu tempo de agora...
Quando não mais sorrio, nem audaciosa sou,
Completamente tomada pela melancolia...
E quanto a alegria, questiono:
Ah, minha tão doce alegria...
Essa mudou de endereço, faz tempos!
Cedeu seu lugar à tristeza, que tanto insistiu
Até que nele conseguiu vir ficar,
e sem tempo prá partir...
Aprofundo o meu olhar em meu próprio olhar.
Enxergo-me mais além, e observo que já não sou feliz...
Estou pouco sensual!
Então, penso:
Como voltar a ser, àquela que fui um dia?
E a resposta, a única que tenho.
É o reflexo de uma mulher fragilizada, com certeza.
Intocavelmente bela, sem dúvidas, mas...
Sombria!
Recife, 15.04.2002 - 05:02H
LauraLimeira@aol.com

MUTISMO
@ Texto de Laura Limeira
Sinto dores, e
Presencio à chegada das rugas.
Meu pescoço parece ranger,
E acredito que seja
De tanto virar a cabeça,
Para lá e para cá,
Na tentativa de imaginar
Como será o mundo, hoje, lá fora...
Enrugadas, as mãos
Ausentes do viço
De tantos acenos,
Em vão.
Meus olhos,
Já não enxergam tão bem...
Ponho os óculos, e
Observo um tempo cinza,
Nublado.
Está chovendo...
Passo a língua, devagar entre os lábios,
Buscando o sabor do beijo...
Macio, doce, molhado do cheiro,
Cheiroso de flor...
Olhos fechados, às cegas, corro no tempo,
vivido, passado.
Olhando o céu, meu corpo decaído e envelhecido,
provoca "mutismo".
Vislumbro a luz nas frestas do pensamento...
Lembranças multicores me aparecem
E encontro um sol, o meu sol...você!
Recife, 18.04.2002 - 05:13H
LauraLimeira@aol.com

VÃO DA ALMA
@ Texto de Laura Limeira
Grita a alma...
Calada, espalmada, machucada!
A boca fecha-se e pede socorro
Na demência pela clemência.
Um âmago maltratado, escorado.
Vazio do tempo intermitente...
Efêmero!
Recife, 20.04.2002 - 04:19H
LauraLimeira@aol.com

GOSTINHO DE QUERO MAIS
@ Texto de Laura Limeira
As vezes, pareces que queres desafiar
as minhas expectativas...
Quando me beijas, alternas beijos carinhosos com outros
de pura volúpia e és capaz de me provocar
desejo intenso com o mais simples toque de teus lábios…
Estás sempre buscando em mim
sensações novas sem nenhum medo de ousar.
Ah, esse teu beijo guloso, profundo, altamente sensual,
onde mostras, indiscretamente, o quanto aprecias o sabor,
o calor, a textura da minha boca, sem nenhuma pressa!
Ficas longos minutos deliciando-se com o frescor do meu hálito...
Eu, quase a desfalecer, beijo-te meticulosamente.
Começo devagarzinho, depois vou me aprofundando mais,
em busca de uma intensidade cada vez maior.
Gosto de ír alternando entre beijos profundos e intensos,
com leves beijocas e brincadeiras com as pontas das nossas línguas.
Percorro o contorno da tua boca, mordiscando-a, saboreando-a,
e aos poucos aposso-me de todo o território bucal.
É um beijo meio moleque, gostoso, cativante.
Um beijo igualzinho ao teu, prolongado...
Que vai roubando o meu fôlego, e deixando em minha boca
um "gostinho de quero mais"!
Recife, 14.03.2003 - 04:12H
LauraLimeira@aol.com

VIVENDO POR VIVER
@ Texto de Laura Limeira
Tenho receio em te procurar
Me perder pelo caminho
Nunca mais te encontrar!
Já se tu vieres à minha procura
Não será difícil me achar
Pois para isso tens desenvoltura...
Mesmo que tente me esconder
Ainda assim saberás me achar...
Continuo aqui, infeliz, sem amor
No mesmo lugar de sempre
- vivendo apenas por viver -
Aonde eu não gostaria de estar!
Fingirei ser feliz e estar bem
Ao lado de alguém que não amo
Sempre sorrindo, como se do teu amor
Estivesse ainda a desfrutar!
E assim, como duas estradas
De atalhos bifurcados
Nosso amor em pararelo,
Segue caminhos desencontrados!
Recife, 24.04.2003 - 04:48H
LauraLimeira@aol.com

NOSSO CHEIRO DE AMOR
@ Texto de Laura Limeira
Na minha saudade, a lembrança constante daquela essência...
Presença marcante aguçando os meus sentidos..."Dove"!
Sabonete, shampoo, condicionador, hidratante...
Aquele cheirinho agradável de puro "love"!
Lembro dos banhos refrescantes hidratando nossos corpos.
O ambiente emanando um aroma gostoso.
Sobre a cama, lençóis macios convidando-nos à alcova.
Você, entregando-se amoroso!
Ah, o perfume envolvente daquele sabonete...
E o desodorante, então!
Só nos dava vontade de ficar amando, amando...
Felizes, só entregando o coração!
Sabe-se que a pomba branca, representando a paz,
O mundo inteiro ela revolve.
Mas quem mexeu e remexeu nas nossas emoções,
Sem dúvidas, foi a essência do "Dove"!
Envolver-me com tal fragrância faz-me sentir livre.
Livre para amar, adormecer e sonhar.
Livre para me entregar entre espumas perfumadas.
Livre para ser feliz e nosso amor realizar!
Recife, 24.04.2003 - 05:39H
LauraLimeira@aol.com

BILHETE DE AMOR
@ Texto de Laura Limeira
Dentro daquela caixinha, uma bolinha de papel amassada...
Nada além que um "bilhete de amor" desbotado pelo tempo, jogado!
Ao abrir àquela bolinha e reler novamente às tuas palavras de carinho
Senti reacender o antigo êxtase do prazer.
Meu semblante decaído, envelhecido, tornou-se inquieto
Cheio de desejos, ligeiramente profanos...
Pouco foi o tempo que escondidos muito nos amamos...
No silêncio das madrugadas, no passeio das calçadas,
À tardinha à beira-mar, nos aconchegantes quartos dos hotéis...
Ah, quão inesquecível é aquele tempo!
Incompreensível é não termos sido felizes para sempre...
Seguimos à sós, em paralelos...
Eu com a minha vida, e você com o seu destino.
Hoje, após longos invernos, verões, revivendo aquele nosso amor
Reencontro as saudades guardadas da minha mocidade...
Descubro que nesse espaço de tempo, os sonhos se foram
O amor também não resistiu e, desiludido deixou-me sozinha
E completamente perdida!
Recife, 26.04.2003 - 01:31H
LauraLimeira@aol.com

CONSTATAÇÃO
@ Texto de Laura Limeira
Outrora, minha certeza
Era feita de convicção
Sem inseguranças, nem medos
Firme como o concreto.
Hoje, essa mesma certeza
Transformou-se em dúvida...
Amolecida que nem lama
Minha vida de alagados
Tornou meu chão movediço
Terreno infértil, encharcado
No peito, uma única certeza...
Um coração solitário, mas que te ama!
Recife, 20.10.2003 - 01:18H
LauraLimeira@aol.com

Español
BANZO
@Texto de Laura Limeira
Recuerdo de ti
y oigo tu voz de miel
me recitas poesías,
canturreas suaves melodías,
y me llamas... mi ángel!
Vislumbro tu imagen suave
y me miras con deseo
y me cuidas con tu celo.
Ah! tus ojos, de mirar tan penetrante.
y esa tu voz tan dulce,
tus manos delicadas, marcantes,
que me empujan para la multitud de los mundos.
te busco como una náufraga,
pero ya no estás entre los demás...
Todo ahora es tan igual...
no me emociono más,
ninguno tiene voz sonora.
Ninguno recita poesías,
ni canturrea una melodía.
Que nostalgia de ti que yo siento
cuando escucho...
Yo te amo, mi pasión!
Grito que hace eco en mis recuerdos,
aumentando cada vez más ese mi "banzo"...
Ah, que tristeza tan grande, esa mía!
Recife, 11.04.2002 - 04:27H
LauraLimeira@aol.com

MARCADA
@ Texto de Laura Limeira
Cuanto mas quedas silencioso
en este amor de múltiples gestos,
más y más quedo esclava.
En la ausencia de las palabras y
en la falta de prometer tants cosas,
es que más y más quedo marcada.
Tatuada del tiempo, la piel...
A cada marca me hace reconocer en ti,
el hombre que yo más quiero!
Recife, 13.04.2002 - 04:58H
LauraLimeira@aol.com

VIDA PASADA
@ Texto de Laura Limeira
Delante de mi, observo este antifaz,
En el espejo, un reflejo de ansia,
antecede delante de mi mirar, pasmo,
el otro lado de mi...
Una mujer de otra dimensión,
así fui, en otra encarnación...
alegre, intrépida, valiente!
Miro para esa mujer hoy,
y le pido respuestas para ese mi tiempo de ahora...
cuando no sonrió más, ni audaz soy,
complemente tomada por la melancolía...
Y cuanta alegría, cuestiono:
ah, mi tan dulce alegría...
esa cambió de dirección, hace tiempo!
Cedió su lugar a la tristeza, que tanto insistió
hasta que en ella consiguió venir y quedar,
y sin tiempo para partir...
Profunda mi mirada en mi propio mirar,
me avizoro más allá y observo que ya no soy feliz...
estoy poco sensual!
Entonces pienso:
Como volver a ser, aquella que fui un día?
y la respuesta, la única que tengo.
Es el reflejo de una mujer fragilizada, con certeza,
intocablemente bella, sin dudas, pero...
sombría!
Recife, 15.04.2002 - 05:02H
LauraLimeira@aol.com

MUTISMO
@ Texto de Laura Limeira
Siento dolores y
presencio la llegada de las arrugas,
mi pescuezo parece crujir,
y creo que sea
de tanto volver la cabeza,
de allá para acá,
en la tentativa de imaginar
como será el mundo, hoy, allá fuera...
Arrugadas las manos
ausentes de lozanía
de tantos ademanes,
en vano.
Mis ojos,
ya no divisan tan bien...
pongo los lentes, y
observo un tiempo gris,
nublado.
Está lloviendo...
paso la lengua, despacio entre los labios,
buscando el sabor del beso...
blando , dulce, mojado de perfume,
perfumado de flor...
Ojos cerrados, a ciegas, corro en el tiempo,
vivido pasado.
Mirando el cielo, mi cuerpo decaído y envejecido,
provoca "mutismo".
Vislumbro la luz grietas de pensamiento...
recuerdos multicolores me aparecen
y encuentro un sol, mi sol... tú!
Recife, 18.04.2002 - 05:13H
LauraLimeira@aol.com

VAN DE ALMA
@ Texto de Laura Limeira
Grita el alma...
callada, aplastada, golpeada!
la boca se cierra y pide socorro
en la demencia por la clemencia.
un amago maltratado, amparado.
vacío del tiempo intermitente...
Efímero!
Recife, 20.04.2002 - 04:19H
LauraLimeira@aol.com

GUSTITO DEL QUIERO MAS
@ Texto de Laura Limeira
A veces parece que quieres desafiar
mis expectativas...
Cuando me besas, alternas besos cariñosos con otros
de pura voluptuosidad y eres capaz de provocarme
deseo intenso con el más simple toque de tus labios...
estas siempre buscando en mi
sensaciones nuevas sin ningun miedo de osar.
Ah ese tu beso, goloso, profundo, altamente sensual,
donde muestras, indiscretamente cuanto aprecias el sabor,
el calor, la textura de mi boca, sin ninguna prisa!
quedas largos minutos deleitándote con el frescor de mi aliento...
Yo casi desfallezco, te beso meticulosamente,
comienzo despacito, después voy profundizando más,
en búsqueda de una intensidad cada vez mayor.
Gusto de ir alternando entre besos profundos e intensos,
con leves besucones e jueguitos con las puntas de nuestras lenguas.
Recorro el contorno de tu boca, mordisqueándola, saboreándola,
y al poco me posesiono de todo el territorio bucal.
En un beso medio juguetón, gustoso, cautivante.
Un beso igualito al tuyo, prolongado...
que va robando mi respiración y dejando en mi boca
un "gustito de quiero más!"
Recife, 14.03.2003 - 04:12H
LauraLimeira@aol.com

VIVIENDO POR VIVIR
@ Texto de Laura Limeira
Tengo recelo en buscarte
perderme en el camino
nunca más encontrarte!
Ya si tu vienes en mi búsqueda
no será difícil hallarme...
pues para eso tienes desenvoltura.
Mismo que intente esconderme
aun así sabrás hallarme...
continúo aquí, infeliz, sin amor
en el mismo lugar de siempre
-viviendo sólo por vivir-
a donde yo no gustaría de estar!
Fingiré ser feliz y estar bien
al lado de alguien que no amo
siempre sonriendo, como si de tu amor
estuviese aun disfrutando!
Y así, como dos carreteras
de atajos bifurcados
nuestro amor en paralelo,
sigue caminos desencontrados!
Recife, 24.04.2003 - 04:48H
LauraLimeira@aol.com

NUESTRO PERFUME DE AMOR
@ Texto de Laura Limeira
En mi nostalgia, el recuerdo constante de aquella esencia...
presencia marcante aguzando mis sentidos..."Dove"!
jabón, shampoo, acondicionador, hidratante...
aquel perfume agradable de puro "love"!
Recuerdo de los baños refrescantes hidratando nuestros cuerpos,
el ambiente emanando un aroma gustoso,
sobre la cama, sábanas suaves invitándonos a la alcoba.
Tú entregándote amoroso!
Ah el perfume envolvente de aquél jabón...
y el desodorante, entonces!
sólo nos daba voluntad de quedar amando, amando...
felices, sólo entregando el corazón!
Se sabe que la paloma blanca, representa la paz,
el mundo entero ella revuelve,
pero quien movió y removió en nuestras emociones,
sin duda, fue la esencia del "Dove"!
Envolverme con tal fragancia me hace sentir libre.
Libre para amar, adormecer y soñar.
Libre para entregarme entre espumas perfumadas.
Libre para ser feliz y nuestro amor realizar!
Recife, 24.04.2003 - 05:39H
LauraLimeira@aol.com

TARJETA DE AMOR
@ Texto de Laura Limeira
Dentro de aquella cajita, una bolita de papel arrugada...
nada además que una "tarjeta de amor" deslucido por el tiempo, jugado!
al abrir aquella bolita y releer nuevamente tus palabras de cariño
sentí reencender el antiguo éxtasis de placer.
mi semblante decaído, envejecido, se tornó inquieto
lleno de deseos, ligeramente profanos...
Poco fue el tiempo que escondidos mucho nos amamos...
en el silencio de las madrugadas, en el paseo de los empedrados
a la tardecita a la orilla del mar, en los placenteros cuartos de los hoteles...
ah, cual inolvidable es aquel tiempo!
Incomprensible es no haber sido felices para siempre...
seguimos a solas, en paralelos...
yo con mi vida, y tú con tu destino.
Hoy, después de largos inviernos, veranos, reviviendo aquel nuestro amor
reencuentro las nostalgias guardadas de mi mocedad...
descubro que en ese espacio de tiempo, los sueños se fueron
el amor también no resistió y, desilusionado me dejó solita
y completamente perdida!
Recife, 26.04.2003 - 01:31H
LauraLimeira@aol.com

CONSTATACIÓN
@ Texto de Laura Limera
Otrora, mi certeza
era hecha de convicción
sin inseguridades, ni miedos
firme como el concreto,
hoy, esa misma certeza
se transformó en duda...
Aburrida como el barro
mi vida de charcos
tornó mi piso movedizo
terreno infértil, encharcado
en el pecho, una única certeza...
un corazón solitario, pero que te ama!
Recife, 20.10.2003 - 01:18H
LauraLimeira@aol.com