JoseGeraldoMartinez





JOSE GERALDO MARTINEZ

Poeta , músico del hermano país de Brasil , José Geraldo ,llega hoy a LOCURA POÉTICA , donde se le tributa este humilde homenaje. Destacando su excelencia como como escritor y ser humano , prevaleciendo en las letras de  JOSE GERALDO MARTINEZ , una gran sensibilidad y denota el hombre enamorado que le canta al amor y a las cosas simples de la vida .

¡ BIENVENIDO A LOCURA POETICA !

Marcelo Romano

Aos vinte e dois de maio de 2004, na cidade de Araçatuba, São Paulo,
o poeta e maestro José Geraldo Martinez
entregou ao domínio público, sua mais recente obra, o livro
Restou-me um Poema.
Falar de poesia é viver sonhos, assim, de verso em verso, o poeta
reuniu um pedaço do que escreveu pelos anos idos.
Poetou a infância, as imagens de vivas cores de um menino que a
tudo observava como se fora a primeira vez.
Viveu livre como os pássaros, voou longe também...
Poetou os amores vividos , outros sonhados , alguns desenganos ,
outros esperançados ...
O lugar onde nasceu , tem para ele o perfume da Mãe -Terra que
sempre o inspirou fortemente.
A música lhe toma a alma e com ela chega ao imo de si e fala do
amor em toda plenitude !
Num esplêndido sentimento de doação, coloca nas letras o que
gostaria de ofertar em realidade.
É sua grande viagem nas asas da emoção através de uma poesia
lírica, romântica, síntese da trajetória, emoções, vivências e sentimentos deste poeta que antes e acima de tudo canta o amor e a beleza da vida
na sua simplicidade através de versos envolventes e apaixonados .

"Posso ainda sonhar,
cair e levantar!
Tantas vezes se preciso for...
Por que se de tudo em minha vida
quase nada sobrar...
Sobreviverei se em mim
o amor restar!"
José Geraldo Martinez


Comentário:
Mercilia Rodrigues
Sylvia Cohin

POESIAS EN PORTUGUÉS Y EN ESPAÑOL

 




APARTA-ME !
José Geraldo Martinez

Aparta-me da esperança ...
Não me olhes , vai !
Não me deixes um fio de ilusão ...
de que possas voltar !
Aparta-me dos teus beijos quentes ...
Nega-me o calor dos teus braços !
Parte de mim de repente ...
Nem queira juntar meus pedaços !
Aparta-me da nossa cama ...
Mostra-me um outro canto !
Desperta-me com as malas do desencanto .
Aparta-me do teu corpo .
Nega-me tua pele !
Emudece teus desejos ...
Não olhes meu pranto !
Aparta-me de ti , faze-me forte ...
Entrega-me à própria sorte !
Não me deixes um fio sequer de esperança ...
Deixa-me pronto para negar-te um dia !
Para dizer-te um não verdadeiro ...
Para que todas as dores do abandono ...
Recaiam em ti primeiro !
E para mim implores :
-Aparta-me da esperança ...
Não me olhes , vai!
Não me deixes um fio de ilusão de que possas voltar ...




AMANHECEU!
José Geraldo Martinez

Acorda, meu amor,
espia cá da janela...
Os campos cobertos de flores,
e quantas aves tagarelas!
Acorda, meu amor,
vem ver pender os cachos,
das vinhas em laços,
com brincos lilases...
Os riachos de cristais,
de Deus, os bens naturais!
Acorda, meu amor...
Que chega manso o beija-flor
pelos hibiscos vermelhos!
O orvalho no chão, quebrados espelhos,
por sobre a cama verde do jardim.
Acorda, amor de mim!
Vem ver que belo sol...
Ispirando o rouxinol
nas floridas primaveras
penduradas sobre cercas que nivelam
as divisas
de uma estrada comprida ...
Acorda, meu amor,
venha ver os espreguiçar da vida!
Os bem-te-vis chamativos,
nos pinheiros altivos,
a névoa fresca do amanhecer...
Acorda, amor de mim!
Com olhos de quem espia o amor...
Verás, como eu, as matizes todas
das perdidas mariposas entre flores!
Sentirás como eu os odores,
que serpenteiam estes vales .
Acorda, meu amor,
que teus sonhares...
sejam nos braços deste que te desperta!
Para vivermos o futuro que nos
acoberta,
de um azul infinito e anil!
Acorda, meu amor,
hoje , minha mulher e companheira...
para os compromissos com Deus:
De nos amarmos por uma vida inteira
e ser o pai dos filhos teus!
Respeitar-te eternamente...
Amar-te no riso e na dor,
na saúde ou na doença!
Acorda, meu amor
para fazermos da nossa casa
a Santa Igreja!
Aberta em plena natureza...
Onde escuto a voz de Deus!
Acorda, amor meu...
Dos sonhos que ainda tens!
Vem, vem, vem...
Espia nossas almas namorando
no sol desta manhã,
por entre as sombras dos flamboiãs...
Acorda, amor meu,
aos olhos do homem teu!
Dá-me um sorriso de bom dia.
Tua estampada alegria,
AMANHECEU !



DORME COMIGO !
José Geraldo Martinez


Dorme, mulher , o sonho dos anjos...
Como seria a tua cama ?
Aqui a imaginar , tu me assanhas !
Com brancos lençóis de linho ,
abraçando tua pele morena em desalinho ?
Roçam teus seios amorenados !
Lençóis que nunca me viram deitado ,
e apenas recebem meus sonhos...
E tua janela aberta ,
com leve brisa em suas cortinas ?
Com o perfume das damas jardineiras...
Flores das noites meninas !
Dorme, mulher , o sonho dos anjos ...
Como seria o teu quarto?
Com lânguida luz de um abajour,
que desenha teu corpo à meia luz ?
Dormes e me conduzes aos mais íntimos desejos ...
De cobrir-te com meus beijos !
Teu quarto nunca me viu ...
De carpete ou piso frio ?
Leva-me nos sonhos, que seja !
Abraça-me , deseja-me !
Dá-me ,do sonhar, a certeza de que me levaste contigo !
Repousa minha alma em tua mão
e ,num momento de pura ternura ,
dorme comigo !





RESTOU-ME UM POEMA !
José Geraldo Martinez

Queria oferecer-te um feito histórico ,
que jamais alguém conseguiria fazer um igual !
Que fosse de tão único, meio sobrenatural ...
O que faria ?
Mesmo que me custasse. Às duras penas !
Mas de ser tão pobre...
restou-me um poema !
Escrevi, por vários anos ,
cada dia uma palavra ,
para te dizer o quanto te amava !
Noites a fio me inspiravas
nas lembranças que tu me davas .
E o tempo, meu único companheiro...
com sua enorme paciência,
retocava-me a cada janeiro !
Escrevia nele um poema , único .
Ninguém jamais faria um igual ...
De um amor verdadeiro !
Às duras penas que fosse ,
retocá-lo a cada instante que o achasse normal!
Teria que ser diferente, o maior ,
que fizessem as pessoas sonharem , se apaixonarem ...
atemporal !
Até meu amor ausente , dona do meu grande feito,
dele fizesse imortal ...
Poema musicado em serestas,
regido por grandes orquestras ,
na mais singela flauta doce !
E levantasse minha amada do sono...
no amor maior que fosse.
Que fizesse mover o vento, todas as campinas ....
Cruzasse mares e colinas ,
suspirasse o amanhecer !
Um poema de amor em vida
e quando da morte em guarida ...
eterno ser !
Tombo-me no poema inacabado,
anos dedilhados e escritos...
Nos versos por mim rabiscados ,
busco ainda um mais bonito !
Até que minhas mãos trêmulas ,
traiam-me com algemas da velhice!
E meus lábios silenciando ...
deixa por eles falando o vento fresco das planícies !
Se não terminar meu poema,
que assim às duras penas ...
minha vida carregou !
Deixarei no céu estrelas , os rios e cordilheiras ...
declamarem meu amor .
As aves no infinito , o céu sangrando
aflito num manso entardecer ...
O perfume das camélias ,
dos jasmins e rosas belas e o sol do amanhecer!
Falarão por mim, se eu me for e
todo verso de amor ,
serão minha voz , meu poema !
Divinal , sobrenatural ...
Do amor , qualquer loucura que valesse à pena!
E se maior não fosse, juntado o universo...
Pobre que sou ,
nada mais teria além do meu amor...
Dar-te-ia meus versos !
Divinal , sobrenatural ...

maestromartinez@terra.com.br
http://www.josegeraldomartinez.hpg.ig.com.br/
direitos reservados: sicam/ Socimpr


Traducción al español


APARTAME

Apártame de la esperanza...
No me mires, vete!
No me dejes un hilo de ilusión...
de que puedas volver!
Apártame de tus besos calientes...
Niégame el calor de tus brazos!
Parte de mi de repente...
Ni quieras juntar mis pedazos!
Apártame de nuestra cama...
Muéstrame otro rincón!
Despiértame con las maletas del desencanto.
Apártame de tu cuerpo.
Niégame tu piel!
Enmudece tus deseos...
No mires mi llanto !
Apártame de ti, hazme fuerte...
Entrégame a la propia suerte!
No me dejes un hilo siquiera de esperanza...
Déjame pronto para negarte un día!
Para decirte un no verdadero...
Para que todos los dolores del abandono...
Recaigan en ti primero!
Y para mi implores;
Apártame de la esperanza...
No me mires, vete!
No me dejes un hilo de ilusión que puedas volver...



AMANECIO


Despierta, mi amor,
espía aquí de la ventana...
Los campos cubiertos de flores,
y cuantas aves indiscretas!
Despierta, mi amor,
ven a ver colgar los racimos,
de las viñas en lazos,
con aros liliáceos...
Los riachos de cristales,
de Dios, los bienes naturales!
Despierta, mi amor...
que llega manso el picaflor
por los hibiscos rojos!
El rocío en el suelo, quebrados espejos,
por sobre la cama verde del jardín.
Despierta, amor mío!
ven a ver que bello sol...
Inspirado y rojizo!
en las floridas primaveras
colgadas sobre cercas que nivelan,
las divisas
de una carretera larga...
Despierta, mi amor,
ven a ver los desperezos de la vida!
los benteveos llamativos,
en los pinos altos,
la niebla fresca del amanecer...
Despierta, mi amor!
con ojos de quien espía el amor...
Verás, como yo, los matices todos,
de las perdidas mariposas entre flores!
Sentirás como yo los olores,
que serpentean estos valles.
Despierta , mi amor,
que tu soñaras...
sea en los brazos de este que te despierta!
Para vivirnos el futuro que nos
espera
de un azul infinito y añil!!
Despierta, mi amor,
hoy, mi mujer y compañera...
para los compromisos con Dios:
De amarnos por una vida entera
y ser el padre de los hijos tuyos!
Respetarte eternamente...
Amarte en la risa y en el dolor,
en la salud y en la enfermedad!
Despierta, mi amor
para hacer de nuestra casa
la Santa Iglesia!
Abierta en plena naturaleza...
Donde escucho la voz de Dios!
Despierta, amor mío...
De los sueños que aun tienes!
ven, ven, ven,,,
Espía nuestras almas enamorando
el sol de esta mañana,
por entre las sombras de los "flamboiãs"...
Despierta, amor mío,
a los ojos del hombre tuyo!
Dame una sonrisa de buen día.
Tu estampada alegría,
¡AMANECIÓ!




DUERME CONMIGO!
José Geraldo Martinez

Duerme, mujer, el sueño de los ángeles...
¿Como sería tu cama?
Aquí imaginando, ¡tu me enfureces!
con blancas sábanas de lino,
¿abrazando tu piel morena en desaliño?
¡Rozan tus senos amorenados!
Sábanas que nunca me vieron acostado,
y apenas reciben mis sueños...
Y tu ventana abierta,
¿con leve brisa en tus cortinas?
Con perfume de las damas jardineras...
¡Flores de las noches niñas!
Duerme, mujer, el sueño de los ángeles...
¿Como sería tu cuarto?
con lánguida luz de un velador,
¿que dibuja tu cuerpo a la media luz?
Duermes y me conduces a los más íntimos deseos...
¡de cubrirte con mis besos!
Tu cuarto me vio...
¿de alfombra o piso frió?
¡Me lleva en los sueños, que sea!
¡Abrázame, deséame!
¡Dame, del soñar, la certeza que me llevaste contigo!
Reposa mi alma en tu mano
y, en un momento de pura ternura,
¡duerme conmigo!





ME FALTO UN POEMA

Quería ofrecerte un hecho histórico,
que jamás alguien conseguiría hacer uno igual!
Que fuese tan único, medio sobrenatural...
¿Que haría?
¡Mismo si me costase, a las duras penas!
Pero de ser tan pobre...
¡me faltó un poema!
Escribí, por varios años,
cada día una palabra,
¡para decirte cuanto te amaba!
Noches al hilo me inspirabas
en los recuerdos que tu me dabas,
el tiempo, mi único compañero...
con tu enorme paciencia,
¡me retocaba en cada enero!
Escribía en él un poema, único.
Ninguno jamás haría uno igual...
¡De un amor verdadero!
A las duras penas que fuese,
¡retocarlo a cada instante que lo hallase normal!
Tendría que ser diferente, el mayor,
que hicieran las personas soñar, apasionarse...
a tiempo!
Hasta mi amor ausente, dueña de mi gran hecho,
de él hiciera inmortal...
Poema musicalizado en serenatas,
regido por grandes orquestas,
¡en la más sincera flauta dulce!
Y levantarse mi amada del sueño...
en el amor mayor que fuese.
Que hiciese mover el viento, todas las campiñas...
Cruzara mares y colinas,
suspirase el amanecer!
Un poema de amor en vida
y cuando la muerte en guardia...
¡eterno ser!
Se tumbó en el poema inacabado,
años tocados y escritos...
En los versos por mi garabateados,
¡busco uno aun más bonito!
Hasta que mis manos trémulas,
¡me traigan con grilletes de la vejez!
En mis labios silenciando...
deja por ellos hablando el viento fresco de las planicies!
Si no termino mi poema,
que así a las duras penas...
¡mi vida cargó!
Dejaré en el cielo estrellas, los ríos y cordilleras...
declararan mi amor.
Las aves en el infinito, el cielo sangrando
afligido en un manso atardecer...
El perfume de las camelias,
de los jazmines y rosas bellas y el sol del amanecer!
Hablarán por mi, si yo me fuera y
todo verso de amor,
serán mi voz, mi poema!
Divina, sobrenatural...
¡Del amor, cualquier locura que valiese la pena!
Y si mayor no fuese, juntado el universo...
Pobre que soy,
Iría a darte mis versos!
 

José Geraldo Martinez
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