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Peço-Te…
Iara Melo
Senhor,
Que eu não use
Minha boca
Para proferir palavras
Que machuquem o meu
Semelhante,
Que eu não seja
Navalha afiada
A cortar sentimentos
Profundos,
Que minhas palavras
Escritas,
Sejam atos de amor.
Frei em mim
O impulso que
Machuca e maltrata
A quem me acalenta,
Que eu transmita em atos
A ternura do meu
Bem-Querer.
Que eu ame sem ferir
Que eu silencie
Transtornos de alma.
Que eu
Não seja decepção
Em mim…
Tanto amor
Deste-me e conduzo,
Que ele viaje
Sem paragens,
Que eu encante
O meu canto
E encanto.
Que eu seja
Tua imagem
E semelhança,
Que eu não apague
A chama acesa.
É esse o caminho
Que aponto
É nele que quero
Trilhar,
E através dele
Que me fazes
Ser.

Vivências...
Iara Melo
Deambulando
Nas noites vazias,
Busco no ar fresco
A nostalgia já vivida
Sonhada, não mascarada,
Nem tão-pouco dividida,
Tudo tão sempre
cintilante
Tal qual a luz
Que em mim luzia.
Entre percalços
E nostalgias
Havia o remanso
Da simpática noite,
Que mansa e silenciosa
Escutava-me
Falava-me, ensinava-me,
Sem euforia…
Sábia
Testemunha de tantos
Tropeços,
Não permitia deslizes
Em meus passos,
Iluminava com
Sabedoria feminina
Noites sem letargia…
Hoje no delírio dos
sonhos
Na realeza da madrugada
Vejo os campos mal
floridos
Das noites desgovernadas,
Sem forças morreram
talvez
Florescendo o verso de
um amor
Das noites as alvoradas…

A-MAR
Iara Melo
Aconchego-me
no areal que tu banhas,
Espreito-te, olhar fixo...
Mar imenso,
Água de um azul
cintilante,
Fascínio de cor!
Juntando-se ao azul,
Bailam cândidas ondas
Que vêm e vão,
Levando consigo
pensamentos meus...
O mar tem a capacidade
de nos
fazer sentir ouvidos,
Em silêncio digo-lhe
tudo
Conto-lhe os meus
segredos,
banais ou não...
Banho-me em suas águas,
Ouço o sussurrar do seu
ir e vir.
Suas ondas levam-me,
trazem-me.
Na beleza azular,
Céu e mar fundem-se,
Impressionam, deslumbram,
Seduzem.
Quanta paz tu me dás
Mar,
Como é bom
A-MAR!

Mãe
Natureza
Entoam os
pássaros
Circundam pensamentos
meus
Águas correm seu rumo
Embebem sentimentos meus
Relva macia
Ameiga passos meus
Árvores frondosas
Abrigam-me sombreado teu
Majestosa Montanha
Envolve-me espírito
Seu.
Tal qual vento aponta
Bailando árvores em véu
Mergulho
Em teu orvalho
Em teu cinza necessário
Sentindo repontar
Arco-íris
Na alvorada
Anunciando sentimento
Meu.
Espreito-te,
Mãe Natureza
Tua linguagem
Não são palavras ao léu.
Leio-te, entendo-te,
Respeito-te
És-me refúgio
Doutorando-me sabedoria
Em sentimentos
Teus.

Magia…
Vento
gélido
Sopra descompassado
Amedrontada
Afugento medo desvairado
Entre lágrimas vencidas
Das noites mal dormidas,
Surge densa madrugada
Agasalhando-me enfim
No calor do teu abraço.
Sonhos adormecidos
Despertam no remanso
Do aconchego dos teus
braços
Eclodindo desejo
De um amor inesperado,
Revelando sentimento
resguardado.
Embriagada em magia
Enterneço e adormeço
Nos teus braços,
A madrugada já não é tão
fria
O calor que me envolves
É quente como sol
ardente,
Em verão que em mim
ardia.
Envolta no regaço
dos teus braços
Viro-me pelo avesso
Jogo fora ensinamentos
Recalques e "pecados".
Madrugada,
És cálida e ardia
Tal qual o amor
Que em mim radia.
Iara Melo
Portugal
http://iaramelopoemas.no.sapo.pt/

español: Rosenna
T e Pido…
Iara Melo
Señor,
Que yo no use
Mi boca
Para proferir palabras
Que lastimen a mi
Semejante,
Que yo no sea
Navaja afilada
Para cortar sentimientos
Profundos,
Que mis palabras
Escritas,
Sean actos de amor.
Frena en mi
El impulso que
Lastima y maltrata
A quien me da su calor,
Que yo transmita en
actos
La ternura de mi
Buen querer.
Que yo ame sin herir
Que yo silencie
Transtornos del alma.
Que yo
No sea decepción
En mi…
Tanto amor
Me diste y conduzco,
Que él viaje
Sin parajes,
Que yo encante
En mi canto
Y encanto.
Que yo sea
Tu imagem
Y semejanza,
Que yo no apague
La llama encendida.
Es ese el camino
Que apunto
Es en él que quiero
Andar...,
Ya través de él
Que me haces
Ser.

Vivencias...
Iara Melo
Deambulando
En las noches vacias,
Busco en el aire fresco
La nostálgia ya vivida
Soñada, no mascarada,
Ni tan poco dividida,
Todo tan centellante
siempre
Tal cual la luz
Que en mi lucía.
Entre ganancias
Y nostalgias
Estaba el remanso
De la simpática noche,
Que mansa y silenciosa
Me escuchaba
Me hablaba, me enseñaba,
Sin euforia…
Sábio
Testimonio de tantos
Tropiezos,
No permitía deslizes
En mis pasos,
Iluminaba con
Sabeduria femenina
Noches sin letargo…
Hoy en el delírio de los
sueños
En la realeza de la
madrugada
Veo los campos mal
floridos
De las noches
desgobernadas,
Sin fuerzas moriran tal
vez
Floreciendo el verso de
un amor
De las noches a las
alboradas…

EL MAR
Iara Melo
Me amparo
en el arenal que tu
bañas,
Te observo, mirar fijo...
Mar inmenso,
Agua de un azul
centellante,
Fascinación de color!
Juntandose al azul,
Bailan cándidas olas
Que vienen y van,
Llevando consigo
mis pensamientos...
EL mar tiene la
capacidad
de hacernos sentir oidos,
En silencio le digo todo
Le cuento mis secretos,
banales o no...
Me baño en tus aguas,
Oigo el susurrar de su
ir y venir.
Sus olas me llevan, me
traem.
En la belleza azular,
Cielo y mar se funden,
Impresionan, deslumbran,
Seducen.
Cuanta paz tu me das
Mar,
Como es bueno
EL MAR!

Madre
Naturaleza
Entonan
los pájaros
Circundan mis
pensamientos
Aguas corren su rumbo
Emborrachan mis
sentimientos
Hierba blanda
Acaricia mis pasos
Arboles frondosos
Me abrigan tu sombreado
Majestosa Montaña
Me envuelve el espíritu
Tuyo.
Tal cual viento apunta
Bailando árboles en velo
Me sumerjo
En tu rocio,
En tu ceniza necesaria
Sintiendo repuntar el
Arco iris
En la alborada
Anunciando sentimiento
Mio.
Te observo,
Madre Naturaleza
Tu lenguaje
No son palabras a la
inacción.
Te leo, te entiendo,
Te respeto
Eres mi refugio
Doctorándome en
sabiduria
En sentimientos
Tuyos.

Magia…
Viento
gélido
Sopla sin compás
Amedrentada
Ahuyento el miedo
variado
Entre lágrimas vencidas
De las noches mal
dormidas,
Surje densa madrugada
Abrigándome finalmente
En el calor de tu abrazo.
Sueños adormecidos
Despiertan en el remanso
Del amparo de tus brazos
Surjir deseo
De un amor inesperado,
Revelando sentimiento
resguardado.
Embriagada en magia
Enternezco y adormezco
En tus brazos,
La madrugada ya no es
tan fria
El calor que me
envuelves
Es caliente como el sol
ardiente,
En verano que en mi
ardía.
Envuelta en el regazo
de tus brazos
Me vuelvo adversario
Tiro afuera los
enseñamientos
Recalques y "pecados".
Madrugada,
Eres cálida y ardorosa
Tal cual el amor
Que en mi irradia.
Iara Melo
Portugal
http://iaramelopoemas.no.sapo.pt/

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