Si tu amor no puedo tener ,
si me niegas tu piel ,
si rehúsas mis besos ,
si no puedo mirar el mundo
sentado en tus pestañas,
si tus labios no puedo morder ,
si no percibo el calor de tu cuerpo,
si no vibras junto a mi ...,
si no puedes caminar a mi lado,
si no escuchas el canto del mar...,
si no logras ver el sol en días grises ...,
si no reímos juntos ...,
si no escuchas las palabras del viento,
si todo esto pasa en ti mujer ...
si no puedes amarme ,
si no deseas estar en mis tibias sábanas...,
si mis besos te molestan...,
si no bebes de mi boca ,
si no calmo tu hambre ...,
si no disfrutas mojarnos
en la lluvia del verano,
si no te desesperas por verme ...,
si no te perfumas con tierra húmeda ,
no quiero ser terrenal humano ...,
te imploro genial arquitecto...
entonces , recién entonces ...
¡ exíliame contigo !
Marcelo Romano

Mi amor ha permanecido siempre,
las alas del destino nos han llevado lejos,
lo sé, haz cobijado mi alma,
que llora tras la puerta de este negro camino…
Beber de tu boca quisiera reiteradamente,
sentir tu cálido cuerpo una vez más junto al mío,
no desesperes amado mío,
quizá mañana caminemos unidos de las manos nuevamente.
Exasperada estoy y en lamento clamo,
reír junto a ti…
respirar junto a ti…
construir de nuevo nuestros sueños.
No desesperes amado mío…
que aún en exilio estoy contigo.
Amparo Grünstein




Se teu amor não
posso ter,
se me negas tua
pele ,
se rehúsas mis
besos ,
se não posso
olhar o mundo
sentado em tuas
pestanas,
se teus lábios
não posso
morder,
se não percebo o
calor de teu
corpo,
se não vibras
junto a mim ...
se não podes
caminhar a meu
lado,
se não escutas o
canto do mar...
se não consegues
ver o sol em
dias cinzas...
se não rimos
juntos ...
se não escutas
as palavras do
vento,
se tudo isto
passa em ti
mulher...
se não podes
amar-me,
se não desejas
estar em meus
mornos lençóis...
se meus beijos
te molestam...
se não bebes de
minha boca,
se não acalmo
tua fome...
se não desfrutas
molhar-nos
na chuva do verã,
se não te
desesperas por
ver-me ...
se não te
perfumas com
terra úmida,
não quero ser
terreal
humano...
imploro-te
genial arquiteto...
então, recém
então...
exíla-me contigo
!
Marcelo Romano


Amparo Grünstein
Meu amor
permaneceu
sempre,
as asas do
destino nos
levaram longe,
o sei, tens
abrigado minh'
alma,
que chora trás a
porta deste
negro caminho…
Beber de tua
boca quisesse
novamente,
sentir teu
cálido corpo de
novo junto ao
meu,
no desesperes
amado meu,
talvez amanhã
caminhemos
unidos das mãos
novamente.
Desesperada
estou e em
pranto clamo,
rir junto a ti…
respirar junto a
ti…
construir de
novo nossos
sonhos.
Não desesperes
amado meu…
que ainda no
exílio estou
contigo.