¡MI VERSO!


Mi verso se detuvo en ocasos de espuma
en tristes pentagramas, en desiertos y escarcha
y rasgó las entrañas de soles y universos,
despertando las voces dormidas del mañana...

Y se alzó cual gaviota sobre las tempestades
cruzando acantilados, negándose a morir
en esa telaraña que atrapó tantos sueños
¡Y desnudó su alma ...y emprendió otra batalla!

Fue sembrando semillas de azules alboradas
de eternas madrugadas envueltas en crisoles.
y atravesó las sombras, rompiendo las cadenas
de eternas soledades, de ayeres y nostalgias...

Alondra!



TU VERSO ....

Caminó por húmeda selva , por salobres olas marinas,
se mezclo en notas desafinadas de viejo piano ..
buscando ser sinfonía de amor ..
alabando la vida , cantando al amor ...

Como ave herida te cobije en mis brazos acunándote
buscando calmar tu desesperado vuelo ...
desnuda de amor, plena de esencia de mujer ...
y mis dedos rozaron tu alma...tibia..deseando encontrar calor..

Campo fecundo es mi pecho donde caen semillas en azul...
y doradas por el sol andino brotan vigorosas...
sin importar la noche , solo el sol...
no hay ya nostalgias ni largos ayeres de dolor ...
hoy brotaste en mi pecho libremente para amarnos sin dolor...


Marcelo Romano
Salta - Argentina



português: Rosenna



MEU VERSO!!


Meu verso se deteve em ocasos de espuma
em tristes pentagramas, em desertos e geada
e rasgou as entranhas de sóis e universos,
despertando as vozes dormidas do manhã...

E se alçou qual gaivota sobre as tempestades
cruzando alcantilados, negando-se a morrer
nessa teia de aranha que atrapou tantos sonhos
E despiu sua alma ...e empreendeu outra batalha!

Foi semeando sementes de azuis alvoradas
de eternas madrugadas envolvidas em crisóis.
e atravessou as sombras, rompendo as correntes
de eternas solidões, de tempos passados e nostalgias...


Alondra!



TEU VERSO ..


Caminhou por úmida selva, por salobres ondas marinhas,
misturou-se em notas desafinadas de velho piano ..
procurando ser sinfonia de amor ..
alabando a vida , cantando ao amor ...

Como ave ferida te abriguei em meus braços embalando-te
procurando acalmar teu desesperado vôo...
despe de amor, plena de essência de mulher ...
e meus dedos roçaram tua alma...morna..desejando encontrar calor...

Campo fecundo é meu peito onde caem sementes em azul...
e douradas pelo sol andino brotam vigorosas...
sem importar a noite , só o sol...
não há já nostalgias nem longos tempos passados de dor...
hoje brotaste em meu peito livremente para amar-nos sem dor...


Marcelo Romano

Salta - Argentina













      

     






7 June 2005
All Graphics © Sysster Designs
Art used with permission © Selina Fenech