 Alíbio Terra Júnior
Nasceu em Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, e aqui reside
atualmente, apesar de haver morado em outras cidades, como Rio de Janeiro,
Montes Claros e Brasília. Belo Horizonte, uma das maiores cidades brasileiras.
Tem muitos e-books e um livro impresso pela Câmara Brasileira de Jovens
Escritores"Os Homens Pássaros" É formado em Economia pela Faculdade de Ciências
Econômicas da UFMG.
Actualmente aposentado do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. É
membro da União Brasileira de Escritores-UBE.

Ela Dormia
Ao pé da estrada
ela dormia
pura e inocente
e se deixava levar
por seu sonho
ao indócil mundo
da sua alma
meiga dorida trevosa
e ao mesmo tempo luminosa
O tempo passou
indolente
e ela esqueceu-se de acordar
tal a ternura que encontrou
entre os entes
que cuidam
com doçura impenetrável
daqueles descuidados
que no mundo do sonho
se deixam ficar
indiferentes ao acordar

Nos Longos Braços do Mar
Neste meigo momento
na paisagem perfeita
sinto seu perfume querida
que me mantém eleito
pelas deusas do amor
nossos lábios se tocam
trocamos nossos sabores
em um ambiente de mil cores
dominado pela lua
que nos manda seus humores
o mar passa sob nossos corpos
o seu odor nos domina
e acende nossos instintos
imagino frases ardentes
que nunca consigo falar
entre a areia minha mão
sorrateira
procura sua flor úmida
escondida e dadivosa
a praia na penumbra
oculta nossos desejos
são tantos os nossos aromas
que se misturam com o mar
que até a lua os sente
e sorri conivente
e prepara a nossa alcova
nos longos braços do mar

Aquela Casa
meias sensuais
um sorriso deslumbrante
encostada à parede
e uma antiga lenda se apresenta em cores
eu divago imagino encontros
o que aquela casa esconde?
sonhos de aventuras da jovem
que acorda após o prazer
ritos inconcebíveis em noites eternas
a proibida lascívia escondida em meias curtas
um momento livre entre pesados olhares
que sondam almas inocentes
um jardim que naufraga
debaixo de regras que comprometem a lenda

Encontrar-se no Firmamento
Encontrar-se no firmamento
em que dromedários
pacíficos
atropelem precoces
insípidos
e todos despenquem
sobre as cabeças intrincadas
das serpentes
que fugiram
do jardim
para não serem
contempladas
com prêmios
de milhões
das loterias
tão antigas
quanto as pirâmides
e a esfinge
e nessa sebe
disfarçada
guardas pretorianos
rígidos
em suas formações
tropecem
nas corredeiras
dos DNAs recém
descobertos
em laboratórios
armados
em selvas
inescrutáveis

O Poeta
cada vez que escrevo
é grande a incerteza
sinto-me em uma imensa
cratera
um círculo mortal
bloqueia-me os passos
e ali quedo
mísero inseto
à cata de um verso
às vezes uma palavra reluz
no céu
qual um cometa
enviada por uma musa
escondida detrás
de um rochedo
ouço vozes de daimons
que sussurram temas ocultos
nas sombras
de noites eternas
pequenas ninfas
apontam-me estrelas
sorriem
e se desfazem
ao pó do magma
galgo em perigo
as rochas
que soltam fumaça
trêmulo tropeço
no ar puro
de joelhos recebo
do deus da poesia
sonolento e bêbado
um verso
do qual nunca me esqueço
Alíbio Terra Júnior
MG-Brasil
http://abilioterrajunior.portalcen.org/index.htm

Español: Rosenna
Alíbio Terra Júnior
Nació en Belo Horizonte, capital del Estado de Minas Gerais, y aquí reside
actualmente, a pesar de haber vivido en otras ciudades, como Rio de Janeiro,
Montes Claros y Brasilia. Belo Horizonte, una de las mayores ciudades
brasileras.
Tiene muchos e-books y un libro impreso por la Cámara Brasilera de Jovenes
Escritores "Los Hombres Pájaros"
Es graduado en Economia por la Faculdad de Ciencias Económicas de la
UFMG.Actualmente jubilado del Ministerio de Planeamiento, Cálculos y Gestión.
Es miembro de la Unión Brasilera de Escritores -UBE.

Ella Dormia
Al pie de la carretera
ella dormia
pura e inocente
y se dejaba llevar
por su sueño
al indócil mundo
de su alma
suave dolorida tenebrosa
y al mismo tiempo luminosa
El tiempo pasó
indolente
y ella se olvidó de despertar
tal la ternura que encontró
entre los existentes
que cuidan
con dulzura impenetrable
de aquellos descuidados
que en el mundo del sueño
se dejan quedar
indiferentes al despertar

En los Largos Brazos del Mar
En este suave momento
en el paisaje perfecto
siento su perfume querida
que me mantiene electo
por las diosas del amor
nuestros labios se tocan
cambiamos nuestros sabores
en um ambiente de mil colores
dominado por la luna
que nos manda sus humores
el mar pasa bajo nuestros cuerpos
su aroma nos domina
y enciende nuestros instintos
imagino frases ardientes
que nunca consigo hablar
entre la arena mi mano
disimulada
procura su flor húmeda
escondida y dadivosa
la playa en la penumbra
oculta nuestros deseos
son tantos nuestros aromas
que se mezclan con el mar
que hasta la luna los siente
y sonrie cómplice
y prepara nuestra alcoba
en los largos brazos del mar

Aquella Casa
Medias sensuales
una sonrisa deslumbrante
recostada en la pared
e una antigua leyenda se presenta en colores
yo divago imagino encuentros
que es lo que aquella casa esconde?
sueños de aventuras de la joven
que despierta después el placer
ritos inconcebibles en noches eternas
la prohibida lascivia escondida en medias cortas
un momento libre entre pesadas miradas
que sondean almas inocentes
un jardín que naufraga
debajo de reglas que comprometen la leyenda.

Encontrarse en el Firmamento
Encontrarse en el firmamento
en que dromedarios
pacíficos
atropellen precoces
insípidos
y todos suelten
sobre las cabezas intrincadas
de las serpientes
que huyeron
del jardín
para no ser
contempladas
con premios
de millones
de las loterias
tan antiguas
cuanto las pirámides
y la esfinge
y en esa cerca
disfrazada
guardas pretorianos
rígidos
en sus formaciones
tropiecen
en las corrientes
de los DNAs recien
descubiertos
en laboratorios
armados
en selvas
inescrutables.

El Poeta
Cada vez que escribo
es grande la incertidumbre
me siento en un inmenso
cráter
un círculo mortal
me bloquea los pasos
y alli quedo
mísero insecto
a la búsqueda de un verso
a veces una palabra reluce
en el cielo
cual un cometa
enviado por una musa
escondida detrás
de un peñazco
oigo voces de nobles
que susurran temas ocultos
en las sombras
de noches eternas
pequenas ninfas
me apuntan estrellas
sonrien
y se deshacen
al polvo del magma
galgo en peligro
las rocas
que sueltan humo
tremulo tropiezo
en el aire puro
de rodillas recibo
del Dios de la poesia
somnoliento y bebido
un verso
del cual nunca me olvido.
Alíbio Terra Júnior
MG-Brasil
http://abilioterrajunior.portalcen.org/index.htm

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